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June 02 MUDANÇA DE ENDEREÇOQuem acompanha sabe que U-Biker tem muitas funções além de pedalar como quem respira. Todas estão reunidas agora em novo endereço. Todas as fotos e postagens serão dirigidas de lá para outros locais de hospedagem. http://www.gomesalex.wordpress.com VLW !!! April 23 Alto da Tijuca Casa de São JorgeNo dia de São Jorge foi aquele sol mais ameno, do período conhecido por verânico, um verão nanico. A claridade do ar indica ainda boa concentração de oxigênio, ventos do mar limpando o bafo poluído que o Rio Zona Norte respira. Fui à Tijuca, sentir o novo vento frio no Alto e confirmar essa nova estação que se anuncia, o Outono. Ainda em Bonsucesso tirei a camisa para aproveitar o sol na temperatura que ele deveria ser sempre, uns 28 graus. Deixei-a dobrada sobre o banco e numa vacilada ela caiu nas calçadas. São Jorge me acuda que não quero erros num dia lindo como esse. Não é que achei a danada dobradinha na porta de uma loja fechada, por onde passavam dezenas de pessoas? São Jorge é Ogun, Axé ! Pedalando de corpo fechado eu fui. Duas bananas e um Garotade eu consumi. Mais água à vontade nos bebedouros que já conheço, em postos de combustiveis. Depois do lanche fui abusado. Peguei aquela ladeira do primeiro desvio que alguns carros fazem para evitar o longo percurso do Alto da Boa Vista. Fui de Zero ( descanso ) a 100 ( respiração total - esforço total ) em 6 minutos. Dosada a respiração consegui. Logo depois tem outra, o triplo da primeira. "Peidei" na metade. Cheguei bufando à praça do Alto, empurrando Marcela humildemente. Schopenhauer, filósofo alemão da turma de Hegel, Stirner, depois Nietszche, depois Freud, dizia para não confundirmos modéstia com humildade. A primeira costuma ser a habilidade de quem não tem outra habilidade. A segunda é habilidade de perceber que sua habilidade nem é tão assim quanto dizem. Quanto à quem simula modéstia ou humildade, é pura sobrevivência, no final das contas. Forçar a pedalada além da conta do organismo é arrogância física, contrário da humildade de empurrar lentamente a sua derrota. Para saídas longas pelo Rio é preciso guardar para a volta. Apesar da pretensão dU-Biker de vencer duas ladeiras famosas num só dia, deu prá fazer os 53 km Ilha - Alto - Ilha em 3 horas e 50 minutos, com meia hora de paradas somadas. Foi um belo dia de sol, espero que tenham aproveitado. March 14 U-Biker escreveu um livro !Verão de poucas pedaladas e muito trabalho com um livro de viagem. Ainda não é livro de viagem que eu queria, desses que a gente escreve enquanto pedala estrada afora. Todo cicloturista parece o mesmo, visto da janela do carro. Mas cada pessoa é uma ilha, cada história dessas tem seu encanto pessoal, suas descobertas por visões e experiências variadas. A viagem do livro é outra, mas também possui essa identidade pessoal. Foi numa viagem que fiz com minha mulher e minha filha à Orlando, Flórida, em julho de 2007. Fomos visitar, no mês mais quente e movimentado, o local mais visitado no mundo por consumistas e clientes da mídia internacional, leia-se Disney, Pixar, MGM, Universal, Wet'n Wild, Busch Gardens. Nesse espírito crítico viajei, mas durou pouco a reserva quanto aos americanos, hoje em dia bastante atacados de todos os lados, por todas as frentes e fundos. Acho que simpatizo com perdedores, não sei porque. É uma viagem muito interessante. Os EUA são, afinal, um grupamento humano, com cultura definida e projeto coletivo em andamento, não sei prá onde, mas lá tudo funciona. O livro é um guia para viajantes e contém a história passo-a-passo, nesse texto sarcástico, porém sincero. Juntei ainda cultura clássica, numa mistura improvável de Disney com Ilíada, o poema de Homero que inaugura a cultura helênica, influência nossa de cada dia, até hoje, 2800 anos depois de ser escrito. Ou seja, num mesmo espaço, cenas de Tróia e sensações da Montanha-Russa Sheikra. Foi um esforço homérico. E miquei várias vezes na terra do Mickey. A renda do livro também vai para a campanha da ciclovia entre Rio e Caxias, que fica mais cara a cada dia. http://www.disneyliada.blogspot.com February 17 Ciclovia Participativa - dU Biker -
Ciclovia Participativa. Parece utópico? Senão, vejamos. Serei breve, para o bem de todos. Da Estrada do Galeão, altura do número 2.900, em frente a antiga Área de Lazer da Varig até a Rod. Washington Luís, no Hotel Palmeiras, tem 16 km. Contando a população de Duque de Caxias e da Ilha do Governador, dá mais de um milhão de pessoas. Para exemplificar uma Ciclovia Participativa, foi desenhado um percurso com 17 trechos. Percurso que passa por cinco diferentes comunidades carentes, duas imensas unidades da Marinha e Aeronáutica, com Vila de Militares e um batalhão do Exército. Além do Mercado de São Sebastião, e os bairros da Penha e Bonsucesso. Chegamos a quase 2,5 milhões de pessoas. Se dez por cento usarem bicicletas, são 250 mil ciclistas. E quantas ciclovias há neste percurso? Nenhuma. Ciclistas? Aos montes, a uma razão variável de 120 a 200 ciclistas por hora. A observação informal foi feita no meio do percurso, às 10h da manhã, mas a história aqui não é ciclovia para lazer, é para todos, trabalhadores principalmente. Quando eu mensurar às 7h da manhã num belo dia de sol... O Rio de Janeiro tem a maior malha cicloviária do Brasil, quase 120 km, talvez a metade esteja com manutenção em dia. Porém, são ciclovias de lazer, ligam áreas nobres para passeios idílicos ao por do sol. O uso de bicicleta para trabalho, na Zona Sul, é maioria absoluta de trabalhadores informais ou assalariados de baixa renda, que chegam a economizar uns R$ 100, de passagens. O mesmo acontece na Zona Norte, sem ciclovias. Mas por onde essa gente na Zona Norte pedala afinal? Quem é muito corajoso ou tem retrovisor vai pela rua. Quem é prevenido encontra uma calçada ou ruas menos movimentadas. No percurso Ilha-Caxias há centenas de indicativos dos caminhos. São trilhas sobre canteiros abandonados, pequenas elevações feitas de cimento para ultrapassar os meio-fios. Calçadas quebradas que proporcionam as mesmas subidas. Há um trecho de 2,3 km inteiro à frente da Marinha, com largas passagens no barro, depois brita, depois paralelepípedo e as marcas de pneu fino estão para todos os lados. Eu faço Ilha Caxias em 50 minutos, sem ciclovia, com Marcela, minha mountain bike padrão, da Sundown. Quem são eles? Ora, qualquer pessoa que possa chegar ao trabalho e tomar um banho é candidato a usar a bicicleta, pelo menos na metade do mês, enquanto faz sol. A construção civil é a maior aposta de trabalhadores com bicicletas, gente que pedala fácil 12 km por dia. Depois de trabalhar oito horas. Ou até por conta disso. Funcionários de clubes e academias, de grandes depósitos ou supermercados, porque grandes imóveis são planejados para ter chuveiros, etc. Militares tem chuveiros e tempo para pedalar, os horários são intercalados por plantões, na maioria das vezes. Recrutas com certeza ainda gostam de bicicleta, porque nem faz tanto tempo que saíram daquela idade em que uma bicicleta equivale a um foguete interplanetário, nos leva a grandes aventuras por locais distantes. Em quantas cidades, em quantas periferias abandonadas pelo poder público poderíamos fazer ciclovias participativas? Quantos U-Bikers estão dispostos a nascer? Com tantos votos em jogo, com um modelo participativo que barateia muito a construção de uma ciclovia útil, grande, sinalizada como se fosse uma estrada, os responsáveis pelo poder público devem se interessar. Na lógica atual da política no Brasil, uma obra barata e abrangente é tudo que eles precisam para mostrar algum serviço até as próximas eleições. E para os políticos que não obedecem a essa lógica, a palavra participativa é quase música, é estar com o lado certo, realizando política ao invés de discutindo política, negociando votos, outros verbos do não-poder. Todo o projeto está cozinhando. De certo apenas as marcações e a vontade de continuar. Os próximos passos serão mais rápidos com ajuda de colaboradores. Em breve um site vai organizar tudo isso e fornecer material para quem vier ajudar por conta própria. Até março, a próxima fase é cadastrar os donos das calçadas e criar o ambiente para estes contatos tão importantes. Quem puder ajudar, envie e-mail para cdfgomes@hotmail.com Eu não sou político, mas acredito que o homem é um animal político. O que faço é ação política, de bairro, ou talvez um pouco mais. Eu disse lá no começo do texto que seria breve, me desculpem, estão vendo? Mal entrei na política e já comecei a mentir ! January 08 Síndrome do Prof. Pardal
Descobrir o trikke e sua genealogia me fizeram ter idéias. Quem sabe
alguém pode completar ou descartar o que está descrito abaixo. São
todas baseadas na mistura de energias para locomoção da bicicleta. - Carenagem Refletora : Imaginem refletir para baixo o calor que sobe do asfalto e ter ainda uma possibilidade de ganhar empuxo com o vento de proa. Se houvesse uma carenagem bem leve, à frente do guidon, se estendendo até o banco enquanto vai afinando. Vista de cima é como uma gota e de lado como uma asa invertida. Oca, dentro dela pode haver um bagageiro pequeno. Todo o sistema pode vir também no bagageiro traseiro. E abaixo, um mecanismo que desce em forma de vela, para dias de vento. Vou tentar desenhar, fica mais fácil. - O Trem a Pedal : Imaginem um pequeno vagão, com cobertura arredondada leve e rígida, sobre um chassis com quatro posições de pedal, e quatro sem pedal, apenas banco de passageiro. Tudo o mais aberto e ventilado possível. Com duas rodas grandes, uma na frente e a outra atrás, as duas sobre apenas um trilho. No alto da estrutura passa outro trilho fixado por postes laterais, como uma guia que mantém o " trem " sobre uma roda só. O sistema serviria a pequenas distâncias, circuitos de até 30 km, com velocidade média de 20 km/h . Vários vagões podem produzir energia elétrica para baterias e motores auxiliares, fixos nas estações. Quem pedala não paga passagem. A dificuldade é o sistema de câmbio para vários pedaladores se equipararem em potência, a transmissão aos eixos, os controles externos. E a retirada da inércia. Que pode ser por molas pressionadas à manivela, em cada estação, ou empuxo elétrico-hidráulico, como nos parques da disney. Solvitur pedalando... December 16 Trikke tem pai brasileiroNesse fim de ano tenho pensado muito enquanto pedalo, solvitur pedalando, como diria o Fonseca. A Ciclovia imaginária que vai da Ilha à Caxias. Quase a metade da medição do projeto foi feita, as informações vão-se somando a novas idéias. Mas o que tenho pensado é sobre o futuro da bicicleta nessa onda gigante, a tsunami da idéia global de salvar o planeta de sua febre. De noite ao retirar as informações do fichário
que levo na garupa, fico pensando na melhora da velha Avenida
Brasil se pudesse abrigar ciclovias em suas margens. Porque eu sei que não
haverá menos ônibus ou carros só por conta da ciclovia. No máximo haverá menos
Vans, a não ser que estivéssemos na China ou na Dinamarca, países que
massificaram o transporte por tração humana, onde a bicicleta é a campeã das
opções. Mas a
restauração das calçadas, a integração com as passarelas, a sinalização para
pedestres e ciclistas, a reunião de todos os poucos comerciantes que resistem
naquele trecho, são aspectos para o bem comum, a repaginação daquela margem da
Av. Brasil. A ciclovia já está lá, basta
marcar o piso, sinalizar as passagens e fazer algumas obras de restauração em
calçadas e pontes. Talvez um pouco mais. Mas nem era
isso que eu queria pensar e dizer. É sobre algo maior, a inabilidade dos
brasileiros inventores de não serem apoiados no Brasil. Por serem, como já
dizia, quixotescos. De vez em quando um consegue. Alguém no meio ciclístico
ainda não conhece Gildo Beleski ? Nos anos 90
ele criou um veículo de três rodas, uma mistura de skate com bicicleta. Ia bem,
vendeu vários para uma promoção de chiclete, eu acho, mas veio o Collor e a
nascente empresa foi a pique. Depois de muitos anos, renasceu na Califórnia, o
invento ganhou nome e marketing de americanos. Trikke. É sucesso total. Hoje em
Hollywood algumas celebridades possuem um trikke no quarto dos brinquedos. A
Fábrica fica na China, a sede na Califórnia, a oficina laboratório em Curitiba,
PR. Eu tenho mais de um projeto para bicicletas. Além das ciclovias colaborativas, tem um que até me sinto sem graça de falar, tanto para não ser copiado, quanto para evitar comentários sobre uma possível perda de sanidade mental. Mas alguém já pensou, ou viu, o casamento da bicicleta com o trem? Solvitur pedalando... October 27 heterônimosEsse é o projeto do segundo nome do U-Biker, Gógol. O que dá mais trabalho, leva mais tempo, consome mais coragem e representa um grande salto sem rede, com risco de perder a sanidade, bem pior que um tombo da bike. A previsão é tudo OK do CD completo na rede pessoal de sites Web 2.0 em abril de 2008, depois do lançamento do livro Disneylíada nas bancas em março de 2008. A campanha dU Biker também vai ter lançamento: do projeto de medição, foto, vídeo e comparativo do novo caderno de normas do ministérios dos transportes para instalação de ciclovias. Essa nova página da campanha por ciclovias nas calçadas abandonadas está programada para ficar pronta em fevereiro de 2008, se Deus e outros colaboradores ajudarem.
May 02 Origens dU Biker IIDe tanto falar e rodar pelo caminho das calçadas, em busca da ciclovia ideal entre a Ilha e Caxias, pela Washington L. , bateu uma vontade de ir até a outra rodovia, importante saída do Rio para São Paulo, a mal-falada Via Dutra. O primeiro município neste caminho é São João de Meriti, nome do rio que passa - mal - naquela região geográfica conhecida por Baixada, ou "o que vem antes da Serra". É preciso ressaltar porque Baixada Fluminense causa outro significado assim que lhe ouvimos o nome. Como em " Baixada Violence ". Ainda que tudo mudasse, a força da discriminação é quase força radioativa, permanece mesmo com o - mal - elemento retirado.
Para U-biker foi como viajar 30 anos em 3 horas. Nascido por lá, foi lembrando, com detalhes que só a volta de bike permite observar, os contornos de um caminho transformado. Quando criança por ali passava olhando da janela da Rural Duas Côres os telhados fabris, postos e a estátua de São Sebastião. Eram os passeios de domingo visitar Copacabana. As pessoas mudaram, as cores eu não lembro. Os carros mudaram. Só não muda a vocação da cidade para crescer como um rabo de cavalo, para baixo. Os vizinhos cresceram, o Duque de Caxias, a Nova Iguaçú e Nilópolis fez até escola.
São João tinha suas quermesses, personagens de rua, famílias tradicionais, era uma cidade autônoma até meados dos anos 60, quando a explosão demográfica bateu e a vinda de zilhões de migrantes a engoliu por completo. Virou cidade-dormitório, território de ninguém. Aquela cultura de interior, de subúrbio, seus hábitos e suas tradições foram diluídos entre vários sotaques e a mesma resignação: morar longe do trabalho, lá no Rio de Janeiro. Gostaram os empresários de ônibus, entre eles dividiram as linhas e a conta dos políticos, estão aí até hoje.
Mas São João resiste dentro de São João. Tem um comércio firme e variado, um caudal humano incessante. Tem vocação mascate, foi lá o primeiro supermercado do Estado, eu acho, talvez do Brasil, as Casas Sendas. Tem um dos melhores colégios do Estado, o Santa Maria. E só prá ficar nas Sendas dos Santos, tem alguns dos melhores terreiros entre os mais antigos da Baixada. Fé cega e faca amolada.
A ida e volta entre Ilha e São João ficou em três horas, usando as rodinhas de estrada, às vezes nas calçadas, o que irritou Marcela profundamente, mesmo de passador, pedais e freios novos. Como era feriado, o trânsito leve e os bandidos descansando ofereceram relativa segurança ao percurso, que tem mais calçadas pela ida. O maior risco foi um sisco no ôlho em hora errada. Na volta, U biker acha que viu o Pedro Zoher voltando de Angra dos Reis, era alguém com a marca dele, e aquela bike chopper totalmente confortável. As reclináveis da Zoher. Eu tava concentrado demais prá perguntar..foi mal, camarada cicloativista !!!
April 16 citações dU Biker na InternetApril 13 o trabalho dU BikerU Biker trabalha com vídeos promocionais para a Indieweb.
O Siga o Som é um método visual para tirar músicas !!
Vídeos educativos
April 10 Casimiro e Aldeia VelhaToda vez que retorno a Casimiro de Abreu posso ouvir meu Tio Arthur nos recepcionando, em pijamas de algodão de criador de passarinhos, e dizendo já chegaram? que beleza, vão embora quando ? e vinha uma matraca de risos das crianças que éramos, dentro de uma Rural verde e branca, mas pintada de barro. Meu Tio era a Roça evitando educadamente o tropel de gente urbana. Mas nem tanto. Afinal, quem não gosta de crianças barulhentas ?
Naquele tempo Casimiro de Abreu ficava há 5 horas do Rio, às vezes um dia inteiro, se chovesse na estrada de barro entre Rio Bonito e a cidade com nome do poeta romântico, morto aos 17 anos. Foi o autor de À Sombra dos Laranjais, poema-chave do romantismo no Brasil. Está sepultado, eu acho, em Barra de São João, que é a vila no litoral de Casimiro.
Esse litoral hoje é fonte de renda, royaltes, do petróleo da Bacia de Campos, por isso cada vez mais gente urbana é trazida para qualquer vila do grande município, de serra e mar, e junto com elas os votos negociáveis nas eleições. $ão milhõe$ indo pro ralo de algumas casas, mais um hábito das grandes cidades e seus grandes políticos que chega à Roça.
Meu Tio Arthur os espantaria com sua pistola de injetar veneno para formigas, que caçava ao lado do muro do cemitério, nosso vizinho, e onde hoje ele está enterrado. As formigas matavam suas laranjas e ele nos fazia rir com histórias de gente que fugia de pavor, ao ouvir o barulho enferrujado da velha bomba de veneno, que aplicava bem tarde da noite.
Mas uma coisa as pessoas de Casimiro, envenenadas por políticos, alheias às laranjas e poetas de outrora, já perceberam. Como é bom precisar apenas de uma bicicleta para alcançar qualquer lugar da sua cidade.
U Biker cresceu lá, pedalando. Crescido, nesta páscoa, pedalou desde Casimiro até Silva Jardim, município vizinho, com o nome do advogado abolicionista e republicano que morreu aos 31 anos, em 1891, tragado pela cratera do monte Vesúvio, era também um viajante. Até Aldeia Velha, vila desse município vizinho, foram 8 ou 9 km, entre asfalto e barro, muito tranquilo o passeio, bucólico e chuvoso, com as lembranças do passado na Roça. Marcela não gostou. Teve que mastigar areia molhada nos rolamentos.
March 23 Videos U bikerVídeo mostrando o percurso da ciclovia imaginada pelU Biker : Ilha - Caxias
com detalhes da vida passada dU Biker ... February 02 Em Búzios com BitucaU Biker foi prumas férias em Búzios e mergulhou com Pinduca. A Armação é um formato geológico peculiar, várias pequenas e médias praias, separadas por um morro bordado por pedras e pontais, que separam as praiotas. Do lado sul a água é mais fria, porque vem da Antártica, é mar aberto. Do lado norte, o rio São João esquenta e turva a água, mas nem tanto. O percurso todo, umas vinte praias, leva umas quatro horas, mas não há estrada ou caminho costeiro ligando as praias. é preciso ir até a praia e voltar ao centro ou as vias públicas. U Biker subiu e desceu os morros para ver do alto. São inclinações de até 30 graus e para valer o passeio foi preciso subir em curvas de nível, zig-zag. Foram duas horas puxadas: Do lado norte: Manguinhos-Armação(centro)-Ossos-Azeda-Azedinha-João Fernandes-Fernandinho-Subida do Morro-Brava-Forno-Focas-Ferradura-Geribá-Manguinhos(Centro Gatronômico). A vista é bela como os freqüentadores, cada vez mais brancos internacionais, misturando-se aquela indolência chique do freqüentador rotineiro da Armação. Outro público bem seleto e numeroso são os mineiros, daquele estado gigante que nasceu sem praias. Na verdade U Biker viu e presenciou uma cena inédita de um dos corações de Minas, Milton Nascimento, o Bituca. Em João Fernandes ele estava sentado todo paramentado para um mergulho nas lages, onde tem umas cororocas coloridas. Estava cercado de amigos e familiares, muito legal vê-lo assim, feliz e comum como um mineiro em Búzios. Queria ver uma tartaruga, tarde demais, Milton, os argentinos espantaram as últimas que haviam com passeios de banana boat. December 22 Uma viagem à SerraPutz ! Foi de arrepiar os cabelos e também queimá-los num sol que ardente é pouco prá explicar. Foram litros de água e gatorade, litros de protetor solar, paradas na sombra a cada meia hora no máximo, mas a marcela ficou tão boa depois que passou a frequentar a Bike Star, loja do Alexandre, na Ilha, putz ! acho que ela ia sozinha se eu mandasse...só um toquinho no pedal e eu tava a 30 km\h, comendo o asfalto crepitante, vendo o Dedo de Deus se aproximar.
Aí a história é outra, subir 16 km de serra a 7 km/h, ainda parando na sombra, foi um exercício de cultura zen. O tempo foi ficando mais frio mas o motor, mais quente. Meus Dois Cavalos, a perna da direita e sua clone, a da esquerda. Dois Cavalos é o apelido do Citroen que leva os personagens da Jangada de Pedra, do Saramago, enquanto a península Ibérica se desprende da Europa e vai navegando pela história doida do Portuga mais inteligente que já li. Eu lembrei quando vi as pedras da Serra se aproximando e imaginei qual seria o barulho daquilo tudo sendo construído, por empurrões de natureza vulcânica, há 500 milhões de anos. Ou como seria o barulho descrito por Saramago quando a península se solta depois que Joana Cardo risca uma varinha no chão e tudo começa. O livro é uma pedreira, mas é brilhante e verdadeiro, apesar da história fantástica.
Teresópolis é aquilo que todos já sabem. Colonização européia, clima de montanha, homenagem a imperatriz Tereza Cristina, a juventude fazendo tatoo e ouvindo funk, como no resto do país, quase homogêneo por resultado do negócio das mídias...
Dormi por R$50, numa rua próximo a praça do centro, no dia seguinte a descida. Putz ! Marcela me fez chegar a 49 Km/h, com os freios que não travam e os cubos de roda sem limites, se eu deixasse, ia mais. Mas se eu caísse, os cubos não iam ajudar em nada...E o acostamento da descida não é lá essas coisas, tem trechos finos, muda de piso toda hora.
O bom da volta foi a tempestade. Raios, ventos, galhos voando, tudo ali na frente. O verão anunciado bem longe do canal do tempo. Custou algumas paradas a mais e uma chegada absurda e perigosa com a Av. Brasil alagada, 30% de visibilidade, tanto prá mim quanto pros ônibus e carros, de quem fugi o que pude nos meus velhos caminhos de calçadas. Mas a Marcela estradeira não tem pneu prá isso, enfim foi uma batalha prá vencer os últimos dez quilômetros de uma viagem de 177.14 km, como registrou meu velo5, felizmente, à prova dágua. December 03 Volta do RioNo roteiro de fotos mais recente, a volta pelo Grajaú, o material é antigo, foi em maio de 2006. Mas não tinha o cabo da câmera do celular de forma que só tirei agora. Esperei alguns meses para que o cabo pirata chegasse aos camelôs da Uruguaiana, o preço baixou de R$ 120, na loja da siemens, para R$ 30, na loja do Naldinho Pilhas e Celulares. É o milagre brasileiro do Paraguai, porque aliás o cabo funciona.
As fotos saíram meio amareladas, será que é o cabo ?
A última parte do roteiro ficou sem fotos, pq acabou a bateria. Botei a foto da Penha para ilustrar e fechar o roteiro, somente.
No mapa eu calculei uns 58 km, mas deve ser bem menos, sem odômetro eu acrescento 20% a kilometragem dos carros. Porque o caminho das calçadas não é reto. Acho que rodei mesmo uns 45 a 47 km naquele dia de exagero. Assim, sem preparo antecipado, só no gás da vitória, nunca mais eu faço. September 27 Uma proposta Comunitária da R.U.A.Quem mora entre o Centro e a Zona Sul sabe que andar de bicicleta é passeio por ciclovias sinalizadas e respeitadas há muitos anos.
Quem fica entre Jardim Oceânico,na Barra, e Recreio dos Bandeirantes, tem a maior ciclovia do Rio, com quase trinta quilômetros até a praia da Macumba.
Zona Norte e Baixada Fluminense não possuem ciclovias, porque a idéia de ciclovia é turística e não uma opção de transporte barato, saudável e - se tiver ciclovia - seguro.
Essa é uma proposta para quem vai de um bairro da Zona Norte ao outro, como de Bonsucesso à Tijuca, onde dois quilômetros de ciclovia interligariam dezenas de bairros e milhares de pessoas. Basta ligar calçadas largas que andam pouco usadas...
O R.U.A. é um conjunto de roteiros já feitos e fotografados para que todos conheçam o caminho das calçadas, que futuramente podem virar ciclovias. Se você ajudar, comentando e deixando contato aqui neste blogg.
PS.: R.U.A. - Roteiros Urbanos Alternativos - foi o primeiro nome d'U Biker. September 10 Feriado no RioRuas livres, feras dormindo, sol quente e vento frio, um feriado perfeito para uma grande pedalada.
August 30 Rubem FonsecaNa Arte de Andar Pelas Ruas do Rio de Janeiro, Rubem Fonseca esboça um personagem que se entitula Solvitur Ambulando, para quem andar organiza a visão do mundo.
Daí veio o Solvitur Pedalandum, que é o leitor sendo personagem . É igual o efeito, pensar profundamente enquanto o corpo processa milhares de informações para manter a bicicleta em pé, por calçadas quebradas porém largas e vazias. Mas é a Deus a quem agradeço quando volto, exausto, com todas as idéias organizadas e o coração pacificado.
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