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U-Bikervisões do Rio em movimento radial uniforme |
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June 02 MUDANÇA DE ENDEREÇOQuem acompanha sabe que U-Biker tem muitas funções além de pedalar como quem respira. Todas estão reunidas agora em novo endereço. Todas as fotos e postagens serão dirigidas de lá para outros locais de hospedagem. http://www.gomesalex.wordpress.com VLW !!! April 23 Alto da Tijuca Casa de São JorgeNo dia de São Jorge foi aquele sol mais ameno, do período conhecido por verânico, um verão nanico. A claridade do ar indica ainda boa concentração de oxigênio, ventos do mar limpando o bafo poluído que o Rio Zona Norte respira. Fui à Tijuca, sentir o novo vento frio no Alto e confirmar essa nova estação que se anuncia, o Outono. Ainda em Bonsucesso tirei a camisa para aproveitar o sol na temperatura que ele deveria ser sempre, uns 28 graus. Deixei-a dobrada sobre o banco e numa vacilada ela caiu nas calçadas. São Jorge me acuda que não quero erros num dia lindo como esse. Não é que achei a danada dobradinha na porta de uma loja fechada, por onde passavam dezenas de pessoas? São Jorge é Ogun, Axé ! Pedalando de corpo fechado eu fui. Duas bananas e um Garotade eu consumi. Mais água à vontade nos bebedouros que já conheço, em postos de combustiveis. Depois do lanche fui abusado. Peguei aquela ladeira do primeiro desvio que alguns carros fazem para evitar o longo percurso do Alto da Boa Vista. Fui de Zero ( descanso ) a 100 ( respiração total - esforço total ) em 6 minutos. Dosada a respiração consegui. Logo depois tem outra, o triplo da primeira. "Peidei" na metade. Cheguei bufando à praça do Alto, empurrando Marcela humildemente. Schopenhauer, filósofo alemão da turma de Hegel, Stirner, depois Nietszche, depois Freud, dizia para não confundirmos modéstia com humildade. A primeira costuma ser a habilidade de quem não tem outra habilidade. A segunda é habilidade de perceber que sua habilidade nem é tão assim quanto dizem. Quanto à quem simula modéstia ou humildade, é pura sobrevivência, no final das contas. Forçar a pedalada além da conta do organismo é arrogância física, contrário da humildade de empurrar lentamente a sua derrota. Para saídas longas pelo Rio é preciso guardar para a volta. Apesar da pretensão dU-Biker de vencer duas ladeiras famosas num só dia, deu prá fazer os 53 km Ilha - Alto - Ilha em 3 horas e 50 minutos, com meia hora de paradas somadas. Foi um belo dia de sol, espero que tenham aproveitado. March 14 U-Biker escreveu um livro !Verão de poucas pedaladas e muito trabalho com um livro de viagem. Ainda não é livro de viagem que eu queria, desses que a gente escreve enquanto pedala estrada afora. Todo cicloturista parece o mesmo, visto da janela do carro. Mas cada pessoa é uma ilha, cada história dessas tem seu encanto pessoal, suas descobertas por visões e experiências variadas. A viagem do livro é outra, mas também possui essa identidade pessoal. Foi numa viagem que fiz com minha mulher e minha filha à Orlando, Flórida, em julho de 2007. Fomos visitar, no mês mais quente e movimentado, o local mais visitado no mundo por consumistas e clientes da mídia internacional, leia-se Disney, Pixar, MGM, Universal, Wet'n Wild, Busch Gardens. Nesse espírito crítico viajei, mas durou pouco a reserva quanto aos americanos, hoje em dia bastante atacados de todos os lados, por todas as frentes e fundos. Acho que simpatizo com perdedores, não sei porque. É uma viagem muito interessante. Os EUA são, afinal, um grupamento humano, com cultura definida e projeto coletivo em andamento, não sei prá onde, mas lá tudo funciona. O livro é um guia para viajantes e contém a história passo-a-passo, nesse texto sarcástico, porém sincero. Juntei ainda cultura clássica, numa mistura improvável de Disney com Ilíada, o poema de Homero que inaugura a cultura helênica, influência nossa de cada dia, até hoje, 2800 anos depois de ser escrito. Ou seja, num mesmo espaço, cenas de Tróia e sensações da Montanha-Russa Sheikra. Foi um esforço homérico. E miquei várias vezes na terra do Mickey. A renda do livro também vai para a campanha da ciclovia entre Rio e Caxias, que fica mais cara a cada dia. http://www.disneyliada.blogspot.com February 17 Ciclovia Participativa - dU Biker -
Ciclovia Participativa. Parece utópico? Senão, vejamos. Serei breve, para o bem de todos. Da Estrada do Galeão, altura do número 2.900, em frente a antiga Área de Lazer da Varig até a Rod. Washington Luís, no Hotel Palmeiras, tem 16 km. Contando a população de Duque de Caxias e da Ilha do Governador, dá mais de um milhão de pessoas. Para exemplificar uma Ciclovia Participativa, foi desenhado um percurso com 17 trechos. Percurso que passa por cinco diferentes comunidades carentes, duas imensas unidades da Marinha e Aeronáutica, com Vila de Militares e um batalhão do Exército. Além do Mercado de São Sebastião, e os bairros da Penha e Bonsucesso. Chegamos a quase 2,5 milhões de pessoas. Se dez por cento usarem bicicletas, são 250 mil ciclistas. E quantas ciclovias há neste percurso? Nenhuma. Ciclistas? Aos montes, a uma razão variável de 120 a 200 ciclistas por hora. A observação informal foi feita no meio do percurso, às 10h da manhã, mas a história aqui não é ciclovia para lazer, é para todos, trabalhadores principalmente. Quando eu mensurar às 7h da manhã num belo dia de sol... O Rio de Janeiro tem a maior malha cicloviária do Brasil, quase 120 km, talvez a metade esteja com manutenção em dia. Porém, são ciclovias de lazer, ligam áreas nobres para passeios idílicos ao por do sol. O uso de bicicleta para trabalho, na Zona Sul, é maioria absoluta de trabalhadores informais ou assalariados de baixa renda, que chegam a economizar uns R$ 100, de passagens. O mesmo acontece na Zona Norte, sem ciclovias. Mas por onde essa gente na Zona Norte pedala afinal? Quem é muito corajoso ou tem retrovisor vai pela rua. Quem é prevenido encontra uma calçada ou ruas menos movimentadas. No percurso Ilha-Caxias há centenas de indicativos dos caminhos. São trilhas sobre canteiros abandonados, pequenas elevações feitas de cimento para ultrapassar os meio-fios. Calçadas quebradas que proporcionam as mesmas subidas. Há um trecho de 2,3 km inteiro à frente da Marinha, com largas passagens no barro, depois brita, depois paralelepípedo e as marcas de pneu fino estão para todos os lados. Eu faço Ilha Caxias em 50 minutos, sem ciclovia, com Marcela, minha mountain bike padrão, da Sundown. Quem são eles? Ora, qualquer pessoa que possa chegar ao trabalho e tomar um banho é candidato a usar a bicicleta, pelo menos na metade do mês, enquanto faz sol. A construção civil é a maior aposta de trabalhadores com bicicletas, gente que pedala fácil 12 km por dia. Depois de trabalhar oito horas. Ou até por conta disso. Funcionários de clubes e academias, de grandes depósitos ou supermercados, porque grandes imóveis são planejados para ter chuveiros, etc. Militares tem chuveiros e tempo para pedalar, os horários são intercalados por plantões, na maioria das vezes. Recrutas com certeza ainda gostam de bicicleta, porque nem faz tanto tempo que saíram daquela idade em que uma bicicleta equivale a um foguete interplanetário, nos leva a grandes aventuras por locais distantes. Em quantas cidades, em quantas periferias abandonadas pelo poder público poderíamos fazer ciclovias participativas? Quantos U-Bikers estão dispostos a nascer? Com tantos votos em jogo, com um modelo participativo que barateia muito a construção de uma ciclovia útil, grande, sinalizada como se fosse uma estrada, os responsáveis pelo poder público devem se interessar. Na lógica atual da política no Brasil, uma obra barata e abrangente é tudo que eles precisam para mostrar algum serviço até as próximas eleições. E para os políticos que não obedecem a essa lógica, a palavra participativa é quase música, é estar com o lado certo, realizando política ao invés de discutindo política, negociando votos, outros verbos do não-poder. Todo o projeto está cozinhando. De certo apenas as marcações e a vontade de continuar. Os próximos passos serão mais rápidos com ajuda de colaboradores. Em breve um site vai organizar tudo isso e fornecer material para quem vier ajudar por conta própria. Até março, a próxima fase é cadastrar os donos das calçadas e criar o ambiente para estes contatos tão importantes. Quem puder ajudar, envie e-mail para cdfgomes@hotmail.com Eu não sou político, mas acredito que o homem é um animal político. O que faço é ação política, de bairro, ou talvez um pouco mais. Eu disse lá no começo do texto que seria breve, me desculpem, estão vendo? Mal entrei na política e já comecei a mentir ! January 08 Síndrome do Prof. Pardal
Descobrir o trikke e sua genealogia me fizeram ter idéias. Quem sabe
alguém pode completar ou descartar o que está descrito abaixo. São
todas baseadas na mistura de energias para locomoção da bicicleta. - Carenagem Refletora : Imaginem refletir para baixo o calor que sobe do asfalto e ter ainda uma possibilidade de ganhar empuxo com o vento de proa. Se houvesse uma carenagem bem leve, à frente do guidon, se estendendo até o banco enquanto vai afinando. Vista de cima é como uma gota e de lado como uma asa invertida. Oca, dentro dela pode haver um bagageiro pequeno. Todo o sistema pode vir também no bagageiro traseiro. E abaixo, um mecanismo que desce em forma de vela, para dias de vento. Vou tentar desenhar, fica mais fácil. - O Trem a Pedal : Imaginem um pequeno vagão, com cobertura arredondada leve e rígida, sobre um chassis com quatro posições de pedal, e quatro sem pedal, apenas banco de passageiro. Tudo o mais aberto e ventilado possível. Com duas rodas grandes, uma na frente e a outra atrás, as duas sobre apenas um trilho. No alto da estrutura passa outro trilho fixado por postes laterais, como uma guia que mantém o " trem " sobre uma roda só. O sistema serviria a pequenas distâncias, circuitos de até 30 km, com velocidade média de 20 km/h . Vários vagões podem produzir energia elétrica para baterias e motores auxiliares, fixos nas estações. Quem pedala não paga passagem. A dificuldade é o sistema de câmbio para vários pedaladores se equipararem em potência, a transmissão aos eixos, os controles externos. E a retirada da inércia. Que pode ser por molas pressionadas à manivela, em cada estação, ou empuxo elétrico-hidráulico, como nos parques da disney. Solvitur pedalando... |
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